top of page

Personalidade Científica: Sidarta Ribeiro


Seguindo nossas postagens sobre pessoas importantes no meio científico, hoje queremos apresentar para vocês o neurocientista e escritor brasileiro Sidarta Ribeiro, fundador do Instituto do Cérebro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, no qual atualmente é vice-diretor. O pesquisador nasceu em Brasília em 1971, no ano de 1993 formou-se bacharel em ciências biológicas pela Universidade de Brasília, depois se tornou mestre em neurobiologia pela Universidade Federal do Rio de


Janeiro e doutor em neurociências pela Rockefeller University, por fim conquistou o título de pós-doutorado pela Duke University. Já publicou mais de 90 artigos científicos em periódicos internacionais e exerceu a função de secretário da Sociedade Brasileira de Neurociências e Comportamento (SBNeC). É reconhecido por ser um dos maiores especialista brasileiros a respeito do estudo do cérebro, e a importância dos sonhos, em entrevista à BBC Brasil, quando perguntado sobre a importância dos sonhos ao longo da história o professor respondeu que “Nos últimos 500 anos. Tem a ver com o desenvolvimento do capitalismo. Desde a Antiguidade se sabia que sonhos podiam acertar e errar. Havia uma certeza de que não eram confiáveis, mas eram potencialmente preciosos. Com o fim da Idade Média e início do capitalismo mercantil, deixa de ser aceitável fazer uma decisão comercial, militar ou política com base em sonhos. Você não vai mandar um navio da Companhia das Índias Orientais para encher de noz moscada e trazer para vender na Europa porque teve um sonho. Deixa de ser aceitável, e o sonho sai da vida social. Umas das suas pesquisas de destaque é a respeito do sonhos, que resultou em um livro “ O Oráculo da Noite - A história e a ciência do sonho”. A obra apresenta um debate instigante sobre a ciência e a história do sonho, baseado em informações históricas, antropológicas, sustentadas na biologia molecular e neurofisiologia. Excelente pesquisador como é, Sidarta - que também é capoeirista - utiliza da arte para fazer uma analogia com o cotidiano científico e o fazer ciência, ele acrescenta que: “Capoeira e ciência têm as mesmas bases, que são disciplina com alegria. E que são realmente necessárias juntas. Um cientista que está trabalhando sem disciplina não vai chegar a lugar nenhum, mas também se trabalhar sem alegria, para que ser cientista? A semelhança com a capoeira tem a ver com saber cair e levantar, porque quase tudo o que você faz na pesquisa dá errado”. Convidamos vocês a pesquisar mais sobre ele, ler suas produções e continuar acompanhando nossas postagens.

Posts Em Destaque
Posts Recentes
Arquivo
Procurar por tags
Siga
  • Facebook Basic Square
  • Twitter Basic Square
  • Google+ Basic Square
bottom of page